Banho de Floresta combate doenças

Banho de Floresta combate doenças

Cientistas japoneses afirmam que Banho de Floresta combate doenças e naquele país já foram certificadas florestas como locais de tratamento. O conceito é usar a medicina profilática para reduzir gastos do sistema público de saúde e estimular uma modalidade de turismo de natureza que já está consolidado no mundo todo.

Ninguém mais tem dúvida que os benefícios do contato com a natureza são conhecidos e comprovados pela sabedoria popular. Recentemente estudos e pesquisas científicas confirmaram que a prática de realizar uma pequena caminhada ao ar livre, estabelecendo o contato direto com as florestas, matas e áreas naturais, promove diminuição de cortisol, hormônio causador do estresse e a redução da pressão arterial.

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Ademais, esta prática promove melhora na concentração, o aumento do imunitário e acelera o metabolismo, entre outros efeitos positivos.

O banho de floresta, conhecido como shinrin-yoku em japonês, é uma terapia que consiste basicamente em acessar áreas de florestas ou mesmo bosques para passar algum tempo em contato com a natureza.

Em Tóquio, a Nippon Medical School, aferiu os efeitos na saúde humana e comprovou que os banhos de floresta ajudam, inclusive, na prevenção do câncer. A Universidade de Chiba também mediu a pressão sanguínea e o batimento cardíaco e concluiu que todas as medições melhoram.

O “banho de floresta” não é apenas para melhorar a saúde, ela também uma forma de aumentar nossa integração com a natureza, estimulando práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia.

E ainda, o banho de floresta pode ser realizado em cidades, desde que seja praticado em parques ou nos jardins botânicos, e que o praticante se permita mudar sua velocidade, sua ansiedade, e busque expandir o olhar e as sensações em comunhão com a natureza.

Porém, para o efetivo aproveitamento da prática é melhor estar sozinho e não levar equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e câmeras fotográficas.

Durante a sessão de shinrin-yoku o participante deve manter-se calmo, contemplar o ambiente ao seu redor caminhando lentamente. Ele deve também concentrar-se no movimento dos pés e perceber as sensações dos sentidos, permitindo assim a imersão completa de corpo e mente por toda a floresta.

Você sabia que estudos comprovam que os benefícios podem ser sentidos com caminhadas a partir de 40 minutos, mesmo que sejam ocasionais?

Nesse caso, o ganho maior é emocional e de curto prazo. No método terapêutico, devem-se fazer sete caminhadas de três horas cada, sendo uma por semana. Isso tem o propósito de o participante treinar, aos poucos, o corpo e a mente para aquietar-se e ampliar a percepção.

Estar imerso na natureza, é uma prática incentivada pelos serviços de saúde pública no Japão e também em outros países porque é uma necessidade natural do ser humano. Nos Estados Unidos da América há, inclusive, uma organização, a Shinrin-yoku que acompanha esse movimento e orienta os participantes.

Um estudo feito na Universidade de Chiba pelo Centro de Meio Ambiente, Saúde e Ciências, do Japão, acompanhou duzentos e oitenta pessoas por um período de 20 anos, medindo os efeitos fisiológicos do banho de floresta e comparou parâmetros como cortisol salivar, pressão arterial, frequência cardíaca e variação do pulso de um dia urbano com 30 minutos de banho de floresta e chegou a conclusão que:

“espaços florestais promovem menores concentrações de cortisol, menor frequência cardíaca e pressão arterial, maior atividade do nervo parassimpático e do nervo inferior simpático em comparação com os parâmetros coletados em ambientes da cidade”. Há também comprovação que o banho de floresta promove a elevação espiritual e a expansão da consciência!

Banho de Floresta combate doenças

E ainda, o contato com florestas reduz em:

  • 13% a concentração de cortisol no sangue das pessoas analisadas,
  • em 2% a pressão sanguínea,
  • em 18% a atividade do sistema nervoso, responsável pelas respostas involuntárias a situações de perigo e estresse,
  • diminui em 6% na frequência cardíaca.

A pesquisa também analisou os efeitos dos odores emitidos pelas árvores e atesta a hipótese de que os pinheiros estão entre os maiores potenciais terapêuticos de uma floresta.

Em outra pesquisa realizada pela Environmental Protection Agency (EPA) foi constatado que os norte americanos, em média, estão 93% do seu tempo em ambientes fechados. O grande problema de passar tanto tempo dentro de casa é a qualidade do ar interior, além faz de exercícios físicos, as pessoas estão cada vez mais sedentárias.

Nessa pesquisa a EPA afirma que a quantidade de alguns poluentes encontrados dentro de casa pode ser tão elevada quanto a encontrada em ambientes urbanos externos.

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