A verdade sobre o nióbio da Amazônia

A verdade sobre o nióbio da Amazônia

As reservas brasileiras são suficientes para abastecer o mundo por séculos. Mas aquelas existentes em outras regiões do planeta, como o Canadá [que, como a Austrália, também possui nióbio], também são. Contudo, precisamos saber toda a verdade sobre o nióbio da Amazônia.

Portanto: não adianta aumentar muito o preço do nióbio, porque os compradores poderão optar por outros metais, também não adianta tentar acelerar a exportação (pois aí haverá excesso de oferta de nióbio, e o valor desse metal despencará).

Veja também: O índio brasileiro e sua cultura

O Brasil é detentor de 98% da reserva mundial de nióbio. Más, como em vários países, boa parte dessas minas é conhecida, mas não exploradas.

Até o momento existem 4 minas e 3 usinas no país e são 4 os estados onde estão as minas de nióbio:

  • Minas Gerais,
  • Goiás,
  • Amazonas,
  • Rondônia.

A maior reserva está no Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Estima-se que lá existam 2,9 bilhões de toneladas de minério e 80 milhões de toneladas de nióbio puro.

No entanto, em Morro dos Seis Lagos, tem uma superposição com a Terra Indígena Balaio e a Unidade de Proteção Integral Reserva Biológica de Seis Lagos. Daí você pode ver porque tanto interesse em manter nossos irmãos indígenas “paralisados” no tempo e deslocados da realidade do mundo contemporâneo.

Há outra questão: o Brasil só exporta o nióbio bruto. Não fabrica produtos derivados dele e ninguém está disposto a pagar uma fortuna pelo nióbio, porque nós não conseguimos dar valor agregado a ele.

O Brasil ainda repete o velho ciclo: vende matéria-prima e compra produtos prontos.

Ou seja, vende nióbio e compra lentes ópticas, por exemplo.

É um caso parecido com o do silício. O Brasil também tem as maiores reservas de areia do planeta (e é da areia que o silício é extraído), mas só exporta silício com 99,5% de pureza, menos que os 99,99999% exigidos pela indústria eletrônica.

E os royalties? O Brasil cobra pouco, mas cobra.

O Estado fica com 2% do valor das exportações de nióbio – bem menos do que a Austrália, que exige 10%.

Nós poderíamos impor royalties mais altos (com o petróleo, por exemplo, eles ficam entre 5% e 10%). Mas não há sinais de que isso já esteja sendo feito.

O Marco Regulatório da Mineração, que está tramitando no Congresso desde junho, não traz nenhuma regra específica para o nióbio.

Podemos tirar a conclusão de que o Brasil tem o equivalente a 842 milhões de toneladas de nióbio e isso equivale a aproximadamente US$ 22 trilhões: o dobro do PIB da China, ou duas vezes todo o petróleo do pré-sal em solo brasileiro.

Portanto, o nióbio pode ser a salvação do Brasil, a chave para que o País se desenvolva e vire uma potência mundial.

Porém, de que forma o nióbio é explorado hoje em dia, e quem ganha com ele? Esta é a verdade sobre o nióbio da Amazônia, apesar de não ser a única!

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